O Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) revogou a prisão do secretário de Mobilidade de Salvador, Pablo Souza, em 26 de outubro de 2026. A decisão ocorreu após uma crise no transporte público durante as eleições, onde a circulação de ônibus foi reduzida em mais de 50% no dia da votação.
A ordem de prisão foi inicialmente emitida no dia anterior, 25 de outubro, devido à drástica diminuição do número de ônibus em operação. Apesar da revogação, o TRE-BA solicitou que a Polícia Federal (PF) e o Ministério Público Eleitoral (MPE) investiguem a situação, uma vez que a fiscalização constatou uma redução de 42,1% da frota de ônibus, com pelo menos 75 veículos impedidos de sair das garagens.
Investigação sobre irregularidades
De acordo com o Procon, 944 ônibus estavam parados nas garagens das empresas de transporte, como a OT Trans e a Integra Plataforma. A investigação busca determinar se houve intenção de dificultar o deslocamento dos eleitores, com possíveis infrações relacionadas ao exercício do voto.
O prefeito de Salvador, Bruno Reis, afirmou que a administração municipal tomou medidas para liberar os ônibus após perceber que a retirada de adesivos estava atrasando a saída dos veículos. Ele sugeriu que houve uma tentativa de criar um problema político para sua gestão, afirmando: “Quem trouxe problemas hoje?”.
O TRE-BA também exigiu que a prefeitura e as empresas de transporte apresentem documentos sobre a operação dos ônibus em um prazo de 48 horas. A situação provocou relatos de passageiros que enfrentaram dificuldades para se deslocar até os locais de votação, intensificando a tensão em um dia crucial para a democracia.
Opinião
A crise no transporte público durante as eleições em Salvador evidencia a necessidade de uma gestão mais eficiente e transparente, especialmente em momentos decisivos para a população.





