O Partido dos Trabalhadores (PT) notificou o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) sobre problemas na circulação da frota de ônibus na cidade durante o segundo turno das eleições, realizado em 25 de outubro. A notificação foi feita pelo presidente estadual do PT, Kiko Celeguim, que destacou a necessidade de normalização da operação dos ônibus.
De acordo com Celeguim, a frota de ônibus deveria estar funcionando com 100% de sua capacidade, mas apenas 60% estava em operação, o que gerou relatos de dificuldades de transporte em diversos bairros das zonas leste e norte de São Paulo. Ele afirmou que muitos eleitores estavam esperando quase uma hora pelos ônibus, o que é inaceitável em um dia tão importante como o da votação.
Em resposta à situação, o PT solicitou a prisão do secretário de Mobilidade Urbana e Transporte, Celso Jorge Caldeira, e pediu a regularização imediata da situação do transporte coletivo, além da extensão do horário de votação nas áreas mais afetadas pela falta de ônibus. Celeguim criticou a administração do prefeito Ricardo Nunes, afirmando que a falta de transporte adequado impede os cidadãos de exercerem seu direito à democracia.
A prefeitura de São Paulo informou que recebeu uma notificação do TRE-SP em 24 de outubro, um dia antes das eleições, e que a SPTrans tomou medidas para comunicar as concessionárias sobre a determinação judicial. No entanto, a prefeitura reconheceu que a ampliação da frota em um prazo tão curto trouxe desafios, como a readequação das escalas de trabalho.
O TRE-SP divulgou um comunicado afirmando que, até o momento, não havia sido reportada nenhuma situação que comprometesse o exercício do voto, ressaltando que a eleição estava transcorrendo normalmente. O órgão recomendou que eleitores que enfrentassem dificuldades encaminhassem denúncias ao Ministério Público Eleitoral.
Opinião
A situação do transporte público em dias de eleição é crucial para garantir a participação cidadã e deve ser tratada com a máxima seriedade pelas autoridades.





