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STJD reafirma decisão da CBV e impede Tifanny Abreu de jogar na Superliga

STJD reafirma decisão da CBV e impede Tifanny Abreu de jogar na Superliga

O Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) decidiu manter a decisão da Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) que impede a participação de Tifanny Abreu na Superliga nesta temporada. Essa decisão reafirma a autonomia da CBV em relação aos critérios de elegibilidade para competições.

Com a decisão do STJD, o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ) deverá oficializar a queda da liminar que havia concedido à atleta, permitindo sua atuação. O STJD argumentou que a regulamentação internacional, a experiência prévia da jogadora em temporadas passadas e seu contrato com o Osasco não são suficientes para desconsiderar a competência da CBV em atualizar seus critérios de elegibilidade.

Decisão e Autonomia da CBV

A decisão do STJD enfatiza a importância da autonomia regulamentar da CBV, afirmando que o controle da Justiça Desportiva deve preservar essa autonomia sem permitir arbitrariedades. Em agosto, a CBV determinou que os torneios femininos são exclusivos para atletas do sexo biológico feminino, uma regra que segue as diretrizes do Comitê Olímpico Internacional (COI) e da Federação Internacional de Vôlei (FIVB).

Tifanny Abreu, que foi a única atleta transexual a participar da Superliga na última temporada, joga pelo Osasco desde 2021 e conquistou o Campeonato Paulista com o time. Em 16 de outubro, a atleta conseguiu uma liminar no TJ-RJ que a autorizou a jogar competições da CBV, mas essa decisão foi revertida pelo STJD.

O Futuro de Tifanny na Superliga

Apesar de ter atuado na Supercopa e na estreia do Osasco na Superliga contra a equipe de Brasília, a nova decisão impede sua continuidade nas competições. Tifanny, que completou sua transição de gênero e estreou na categoria em 2017, já teve uma carreira destacada, incluindo um título da Superliga e quatro Campeonatos Paulistas.

Opinião

A decisão do STJD levanta questões sobre a inclusão e a autonomia das entidades esportivas, refletindo um debate complexo sobre gênero e esporte.