Economia

IBGE de Marcio Pochmann avalia incluir tráfico de drogas no PIB e gera polêmica

IBGE de Marcio Pochmann avalia incluir tráfico de drogas no PIB e gera polêmica

A proposta do IBGE, presidido por Marcio Pochmann, de incluir a movimentação financeira do tráfico de drogas e do contrabando no cálculo do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil, tem gerado uma onda de indignação nas redes sociais. Embora muitos comentários contenham distorções, a mudança metodológica está prevista para ser divulgada em 2028.

Revisão Metodológica e Padrões Internacionais

O IBGE confirmou que a revisão das contas nacionais é de longo prazo e considera o manual ‘System of National Accounts 2025’, adotado pela Comissão de Estatística das Nações Unidas como padrão internacional. O documento, publicado em conjunto pela ONU, FMI, OCDE e Banco Mundial, recomenda que transações de bens e serviços ilegais, como entorpecentes, sejam registradas nas contas nacionais.

Impacto no PIB e Comparações Internacionais

Estudos indicam que a inclusão de atividades ilegais pode elevar o PIB nominal em até 5%. Países como Austrália, Canadá e na União Europeia já adotam essa prática. O IBGE ressalta que a adoção dessas recomendações depende de estudos técnicos e da disponibilidade de dados, sendo um processo que não ocorre de forma automática.

Expectativas de Crescimento do PIB

O economista Bráulio Borges, do FGV Ibre, prevê que a nova série de dados pode revisar o PIB para cima, com a atualização de dados preliminares para definitivos já elevando o valor em quase 4%. A mudança na metodologia pode impactar a relação entre a dívida pública e o PIB, reduzindo a proporção da dívida, mesmo que o valor absoluto permaneça o mesmo.

Opinião

A proposta de incluir atividades ilegais no PIB reflete um debate importante sobre a precisão das contas nacionais e a realidade econômica do Brasil, levantando questões sobre a ética e a transparência dos dados.