O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou uma nova isenção de impostos federais sobre o preço da gasolina, elevando o benefício de R$ 0,63 para R$ 0,89 por litro. A medida, divulgada em 09 de outubro de 2026, tem um impacto estimado de R$ 5,2 bilhões nas contas públicas em 30 dias.
O ministro Dario Durigan, da Fazenda, negou que a decisão tenha motivação eleitoral, apesar de ser anunciada a 16 dias do segundo turno das eleições presidenciais. Durigan afirmou em coletiva que a medida se deve à instabilidade no mercado internacional e às restrições de oferta provocadas pela guerra no Oriente Médio, onde o barril do petróleo Brent está cotado a US$ 104, cerca de 60% acima do valor registrado um ano antes.
Justificativas do Governo
O governo busca limitar os efeitos da alta do petróleo sobre os consumidores. Durigan explicou que a arrecadação adicional gerada pela alta das cotações internacionais ajuda a financiar as novas medidas. “Estamos reforçando a linha de usar os recursos que a gente tem percebido de aumento de arrecadação para proteger a população brasileira”, destacou.
O ministro do Planejamento, Bruno Moretti, também comentou sobre a situação, afirmando que a continuidade do conflito no Oriente Médio mantém a pressão sobre o mercado de combustíveis. Ele ressaltou a necessidade de renovar o decreto para mitigar os preços da gasolina, garantindo que as medidas sejam repassadas ao consumidor.
Expectativas de Abastecimento
O secretário nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, Renato Dutra, informou que as reuniões semanais com órgãos públicos e representantes do setor indicam que o abastecimento de óleo diesel está garantido para o mês de outubro, atendendo à demanda em torno de 6%.
Opinião
A nova isenção de impostos sobre a gasolina reflete a complexidade da situação econômica atual e as pressões internacionais, levantando questões sobre a verdadeira motivação por trás das ações do governo.





