O candidato do PL à presidência da República, Flávio Bolsonaro, obteve apoio formal da federação União Progressista, que é composta pelos partidos União Brasil e Progressistas. Além disso, o partido Novo, liderado pelo candidato Romeu Zema, também confirmou seu apoio. Zema, que teve pouco mais de 326 mil votos na disputa de primeiro turno, representou apenas 0,27% do total de votos.
Durante uma coletiva de imprensa em Brasília para anunciar o apoio da federação, Bolsonaro destacou seu interesse em realizar alterações na Constituição. Ele mencionou que questões tributárias e a redução da maioridade penal são algumas das mudanças que precisam ser discutidas e implementadas por meio de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC). “Tem que haver uma reforma no Judiciário. Sou a favor da redução da maioridade penal há bastante tempo, isso tem que ser feito por PEC. Tem pontos da reforma tributária que precisam ser feitos por PEC”, afirmou.
Além disso, Bolsonaro defendeu o fim da reeleição, afirmando que, se eleito, não buscará se reeleger e que levará essa proposta ao Congresso Nacional. “É o Congresso que vai definir os critérios, se vai ser mandato de quatro, de cinco anos; se vai valer só para presidente da República, se vai valer também para governador. É o processo legislativo que vai ser respeitado e a maioria vai decidir”, declarou.
No pleito do último domingo (4), o PL teve uma performance significativa tanto no Senado quanto na Câmara. O partido elegeu 28 senadores e 121 deputados, tornando-se a maior bancada da Casa. Em contraste, o PT conquistou os dois assentos da Bahia, além de um em Minas Gerais, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Sergipe. Na Câmara, a segunda colocada entre as bancadas foi a Federação Brasil da Esperança, composta por PT, PCdoB e PV, com 88 deputados, seis a mais que na última eleição.
Opinião
A proposta de Flávio Bolsonaro de alterar a Constituição gera debates importantes sobre o futuro político do Brasil e as prioridades de sua candidatura.





