A Polícia Federal decidiu arquivar a apuração preliminar sobre uma suposta interferência dos Estados Unidos nas eleições brasileiras, conforme solicitado pela Advocacia-Geral da União (AGU) na semana passada. A AGU já foi comunicada oficialmente sobre o arquivamento do caso.
A investigação foi anunciada pelo diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, no dia da votação do primeiro turno, em 4 de outubro de 2026, após o órgão receber a representação apresentada pela AGU. Rodrigues afirmou que a representação sugeria a apuração de interferência externa.
O diretor-geral explicou que o pedido foi encaminhado à Diretoria de Inteligência para uma análise inicial, mas ainda não foi formalmente aberto um inquérito policial. Ele destacou que não havia “nenhum indicativo concreto de interferência internacional” durante a investigação.
Recursos americanos e críticas ao STF
A representação da AGU foi motivada por uma reportagem do jornal britânico The Guardian sobre um suposto projeto dos Estados Unidos chamado “Combate à Litigância Deliberativa e à Censura no Brasil”. Este projeto previa cerca de R$ 5 milhões para organizações que se opõem ao que consideram abusos do Poder Judiciário e censura praticada pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
Os recursos fazem parte de um pacote de US$ 175 milhões do Departamento de Estado americano, que totaliza aproximadamente R$ 918 milhões, destinado a diferentes projetos internacionais, incluindo a iniciativa relacionada ao Brasil.
Opinião
O arquivamento da investigação levanta questões sobre a influência externa nas políticas brasileiras e a necessidade de maior transparência nas relações internacionais.





