Mato Grosso do Sul registrou uma abstenção recorde nas eleições presidenciais de 2026, com mais de 483.210 eleitores não comparecendo às urnas. O Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul (TRE-MS) confirmou que a taxa de abstenção foi de 23,87% entre os 2.024.430 eleitores aptos a votar.
As chuvas fortes que atingiram Campo Grande no dia da eleição, 4 de outubro, podem ter contribuído para essa alta taxa de abstenção. A cidade, que é o maior colégio eleitoral do estado com 640.427 eleitores, enfrentou alagamentos e problemas de energia elétrica, dificultando o acesso às seções eleitorais.
Comparativo com eleições anteriores
Com a abstenção de 2026, o estado registrou a maior taxa da história, superando os números de 2022, quando 440.788 eleitores não votaram, representando 22,08% do eleitorado. Em 2018 e 2014, as taxas de abstenção foram de 21,21% e 20,53%, respectivamente.
A abstenção em Mato Grosso do Sul também foi superior à média nacional, que ficou em 21,1%, com mais de 33 milhões de brasileiros não comparecendo às urnas.
Reação do TRE-MS
O desembargador Carlos Eduardo Contar, presidente do TRE-MS, comentou sobre a abstenção, afirmando que, apesar do número recorde, ele esperava uma taxa ainda maior ao observar os locais de votação mais vazios do que o normal. “Eu andei após o almoço, eu circulei a cidade, visitei algumas sessões e, até aquele momento, a abstenção era muito grande aqui na capital”, disse ele em coletiva de imprensa.
Dados das eleições
O TRE-MS registrou um total de 7.106 urnas eletrônicas para atender o eleitorado do estado. A maior parte dos eleitores está em Campo Grande, com 31,6% do total, seguida por Dourados e Três Lagoas. As mulheres representam 52,8% do eleitorado sul-mato-grossense.
Opinião
A alta taxa de abstenção nas eleições de 2026 reflete não apenas fatores climáticos, mas também a necessidade de engajamento cívico mais efetivo entre a população.





