Economia

E-wolf alerta: custo de wallbox pode surpreender na troca de carro elétrico

E-wolf alerta: custo de wallbox pode surpreender na troca de carro elétrico

Trocar um carro elétrico por outro pode trazer um custo que não aparece na negociação do veículo: o wallbox instalado em casa. Quando o proprietário vende o carro (ou muda de endereço), surge a necessidade de decidir o que fazer com o carregador. Retirar o equipamento, transportar e instalar novamente na nova residência envolve mão de obra, material e, em alguns casos, uma nova adequação elétrica.

O problema é que não basta simplesmente desparafusar o wallbox e levá-lo para outro lugar. A desinstalação deve ser feita por um eletricista qualificado e a nova instalação pode exigir fiação, disjuntores, adaptações no quadro de força e revisão do projeto elétrico. Dependendo da distância entre a vaga e o quadro, o custo de uma instalação residencial pode ficar entre R$ 1.500 e R$ 4.000, ou até mais.

Decisão impacta custo total

Diante disso, aparece uma dúvida importante para quem está vendendo um elétrico usado: vale a pena retirar o carregador e instalar novamente no novo endereço ou deixar o wallbox com o carro e negociar um desconto? A resposta depende do equipamento, da infraestrutura da nova residência e, principalmente, da diferença entre o custo da reinstalação e o valor que pode ser abatido na negociação.

O sócio-diretor da E-wolf Carregadores, Thiago Castilha, explica que o custo escondido na troca de carro pode incluir a contratação de um técnico para a nova instalação. O trabalho não necessariamente termina na retirada do equipamento, pois o profissional pode precisar revisar toda a estrutura elétrica, especialmente se o carro novo utiliza um carregador diferente ou exige maior potência.

Wallbox pode custar milhares para ser reinstalado

O custo de instalação de um carregador residencial normalmente varia entre R$ 1.500 e R$ 4.000, podendo ser maior dependendo da distância entre o quadro elétrico e o ponto onde o carro será carregado. Na troca do carro, o proprietário pode ter de pagar por uma série de etapas que já haviam sido realizadas na residência anterior, como desinstalação do wallbox, mão de obra de eletricista qualificado, novos cabos e materiais, e adequação do quadro elétrico.

Carregador mais potente exige mais trabalho

A situação se complica quando o novo carro elétrico tem capacidade de recarga superior à do modelo vendido. Nesse caso, simplesmente levar o wallbox antigo para a nova casa pode não resolver o problema, pois o equipamento e a infraestrutura precisam ser compatíveis com a demanda do veículo. Castilha alerta que, em determinadas situações, é necessário refazer toda a fiação e rever o projeto elétrico.

Novo endereço pode exigir nova fiação

Mesmo quando o proprietário pretende manter o wallbox atual, a instalação na nova residência pode ser completamente diferente. A distância até a vaga, a capacidade da rede elétrica e a estrutura disponível no imóvel determinam o que será necessário para colocar o carregador em funcionamento com segurança. Castilha explica que, em algumas situações, a residência pode precisar de uma mudança de tensão, o que pode gerar custos adicionais.

Instalação inadequada pode anular garantia

A tentativa de economizar na mão de obra também pode trazer problemas. A instalação de um wallbox envolve carga elétrica elevada e precisa seguir especificações técnicas. Retirar ou instalar o equipamento sem conhecimento adequado pode representar risco e ainda criar problemas relacionados à garantia. A instalação inadequada pode anular a cobertura da garantia do carregador caso o fabricante exija instalação realizada por profissional habilitado.

Vale mais a pena ficar com o wallbox?

Se a retirada e a reinstalação do equipamento custarem alguns milhares de reais, o proprietário pode comparar esse valor com o desconto que teria de conceder ao comprador para deixar o wallbox instalado na casa antiga. Em alguns casos, deixar o equipamento com o carro vendido e negociar um desconto pode evitar uma despesa maior.

Opinião

A segurança não deve ser vista como um gasto dispensável, mas sim como um investimento necessário para garantir a funcionalidade e a durabilidade do equipamento.