O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou, em 30 de setembro de 2026, sua intenção de adquirir uma distribuidora de combustíveis para regular os preços do setor. A declaração foi feita durante uma entrevista no Palácio da Alvorada, em Brasília, onde Lula criticou a privatização da BR Distribuidora, atualmente sob controle da Vibra Energia.
A privatização da BR ocorreu entre 2017 e 2021, com a Petrobras vendendo 29% das ações em 2017, 30% em 2019 e o restante em 2021. Lula questionou: “Por que venderam a BR? Quem é que ganhou com a privatização da BR?”. Ele ressaltou que a privatização dificultou a fiscalização dos preços, citando que o governo paga atualmente R$ 47 bilhões em subsídios para controlar os preços dos combustíveis.
Fiscalização e Aumento de Preços
Durante a entrevista, Lula mencionou que a situação atual exige uma atuação mais forte do Estado, especialmente com os recentes aumentos nos preços do petróleo, exacerbados por conflitos no Oriente Médio. Ele afirmou que a criação de uma nova distribuidora estatal ajudaria na fiscalização e controle dos preços, que têm afetado a população.
Projeto de Lei e Multas
A bancada do PT na Câmara dos Deputados apresentou o Projeto de Lei 1853/2026, que autoriza a União a criar uma nova empresa para atuar na distribuição de combustíveis e gás. Além disso, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) já aplicou mais de R$ 700 milhões em multas contra distribuidoras por elevação abusiva das margens de lucro.
Opinião
A proposta de Lula de reverter a privatização da BR Distribuidora levanta importantes questões sobre a regulação do setor e a eficácia do Estado em garantir preços justos para a população.





