Economia

Confiança do Comércio Cai 1,3% Após Fim da ‘Taxa das Blusinhas’ e Aumento de Importações

Confiança do Comércio Cai 1,3% Após Fim da 'Taxa das Blusinhas' e Aumento de Importações

A confiança do comércio na economia brasileira sofreu uma queda de 1,3% em setembro de 2026, acumulando um recuo de 1,7% nos últimos 12 meses, de acordo com o Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec), da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Este resultado reflete um aumento da desconfiança após a aprovação do fim da chamada ‘taxa das blusinhas’, que isenta produtos com valor de até US$ 50 do imposto de importação.

Expectativas em Queda

O segmento de roupas e calçados, diretamente afetado pela nova medida, registrou uma queda de 4,6% nas expectativas econômicas em setembro. O subíndice específico para o setor de roupas e calçados também caiu 4% no mês e 1,4% em relação ao mesmo período de 2025. Segundo José Roberto Tadros, presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, os dados refletem a adaptação do setor à nova realidade tributária e concorrencial.

Aumento nas Remessas e Importações

Dados da Receita Federal indicam que as remessas internacionais aumentaram 74% de agosto de 2025 a agosto de 2026, passando de 15,2 milhões para 26,5 milhões. O valor das importações também subiu, alcançando R$ 526 milhões. Apesar do cenário negativo para o comércio de vestuário, o Icec geral atingiu 100 pontos em setembro, um nível de neutralidade, mas ainda 1,7% acima do registrado no mesmo mês do ano anterior.

Perspectivas para o Futuro

O Índice de Expectativas caiu 1,9%, mas 59,5% dos empresários ainda projetam uma melhora na economia nos próximos meses. O cenário do varejo, embora desafiador, mostra sinais de resistência em outros segmentos, com estoques apresentando alta de 0,3% no mês e 1,3% em 12 meses, e contratações crescendo 4,2% em relação a setembro de 2025.

Opinião

A recente queda na confiança do comércio evidencia a necessidade de adaptação do setor às novas regras tributárias, enquanto a expectativa de melhora entre os empresários sugere que ainda há espaço para recuperação.