O uso de cartões de benefícios em carteiras digitais está se consolidando como uma tendência no Brasil, conforme revelam dados da iFood Benefícios, Flash, Ticket e Caju. Entre janeiro de 2025 e maio de 2026, a iFood registrou um crescimento de mais de 200% no número de usuários que utilizam o cartão pelo celular para pagamentos por aproximação em estabelecimentos físicos.
Atualmente, um em cada três colaboradores de empresas clientes do iFood já optam por essa tecnologia, o que evidencia uma “mudança estrutural de hábito” no Brasil, com o celular se tornando o meio de pagamento preferido.
Crescimento nas carteiras digitais
A Flash também observa um avanço significativo, com cerca de 35% das compras realizadas através de carteiras digitais. A empresa destaca um crescimento aproximado de 180% no volume de pagamentos em um ano e meio. “Os dados mostram que as carteiras digitais já representam uma parcela relevante e crescente do uso do cartão Flash”, afirmam.
Já a Ticket informa que 28% de sua base de usuários utiliza carteiras digitais, com um aumento de cerca de 70% na quantidade de cartões adicionados em wallets desde 2025. Por sua vez, o Caju aponta que 36,6% de suas transações são feitas através de carteiras como a da Apple, Google e Samsung, com um crescimento de 21% no volume de transações entre 2025 e 2026.
Pagamentos por aproximação em alta
O crescimento no uso de cartões de benefícios ocorre em um contexto mais amplo de expansão dos pagamentos por aproximação no Brasil. Segundo a Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs), o número de consumidores que utilizam o celular para pagar por aproximação aumentou de 30% para 41% nos últimos dois anos.
Esse indicador foi revelado na “Pesquisa sobre Meios de Pagamento” realizada pelo Instituto Datafolha em parceria com a Abecs. Os principais usuários dessa tecnologia são jovens de 18 a 34 anos, especialmente nas faixas de maior renda e escolaridade. Além disso, sete em cada dez brasileiros já realizam pagamentos por aproximação no país.
No primeiro trimestre de 2026, a modalidade movimentou R$ 504,8 bilhões, representando uma expansão de quase 20% em relação ao ano anterior.
Opinião
O crescimento dos pagamentos digitais no Brasil reflete uma mudança de comportamento dos consumidores, que buscam mais praticidade e agilidade nas transações financeiras.





