O Ministério da Saúde, sob a liderança do ministro Alexandre Padilha, anunciou que as canetas emagrecedoras disponibilizadas no Sistema Único de Saúde (SUS) exigirão receita médica e priorizarão pacientes com comorbidades. Essa decisão surge após recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS) para a oferta de medicamentos que combatem a obesidade.
Medicamentos registrados e protocolo clínico
O Brasil já possui 14 produtos registrados para o combate à obesidade, e o objetivo é garantir que esses medicamentos sejam oferecidos de forma responsável. O ministro destacou que a prioridade será dada a casos em que a obesidade agrava a cura de doenças mais sérias, como problemas cardíacos e o câncer de mama.
Resultados iniciais do estudo Real-Bari
O estudo Real-Bari acompanhará 250 pacientes do SUS, com o intuito de verificar a eficácia do medicamento à base de semaglutida. O primeiro paciente a receber o tratamento já perdeu 6 quilos e relatou mudanças positivas em seus hábitos de vida, como a prática de atividades físicas.
Produção nacional e futuro do tratamento
O trabalho do ministério começou após um relatório da OMS, que incentivou a produção nacional das canetas emagrecedoras, cuja patente expirará em 2026. As empresas foram convocadas para participar do edital que visa a produção local do medicamento, oferecendo uma alternativa mais acessível para a população.
Opinião
A proposta do SUS de oferecer canetas emagrecedoras com receita médica é um passo importante, mas a eficácia e a segurança devem ser acompanhadas de perto para garantir que o tratamento beneficie realmente aqueles que mais precisam.





