Doze navios mercantes transitaram pelo Estreito de Ormuz no fim de semana, uma queda significativa em relação aos 35 registrados no fim de semana anterior. Esses dados foram divulgados nesta segunda-feira (21) e refletem o impasse entre Estados Unidos e Irã, que ainda não chegou a um acordo para a reabertura do estreito.
O tráfego no estreito, que antes da guerra representava cerca de um quinto do petróleo e do gás natural liquefeito do mundo, caiu drasticamente. No entanto, os produtores do Oriente Médio continuam a exportar petróleo, mesmo com os transponders dos navios-tanque desligados. No último domingo (20), quatro embarcações rastreáveis deixaram o estreito, incluindo dois petroleiros carregados com derivados de petróleo.
Exportações sauditas em alta
Os ataques dos houthis ao gasoduto Leste-Oeste da Saudi Aramco forçaram a estatal de energia a aumentar suas exportações pelo Estreito de Ormuz. Em setembro, as exportações da Arábia Saudita se recuperaram para mais de 4 milhões de barris por dia (bpd), um aumento significativo em comparação aos 2,4 milhões de bpd exportados em agosto, o menor nível desde 2013.
Na semana de 13 de setembro, treze navios-tanque, a maioria deles VLCCs (Very Large Crude Carriers), transportaram 34 milhões de barris de petróleo bruto. A Arábia Saudita foi responsável por metade das exportações, enquanto o Iraque respondeu por 35% do volume total.
Dados e análises
Analistas do JPMorgan destacaram que, apesar da interrupção no oleoduto Leste-Oeste, os fluxos de petróleo do Oriente Médio permanecem surpreendentemente fortes. O fluxo total de petróleo teve média de 17,1 milhões de barris por dia nos últimos 10 dias, apenas 6,1 milhões abaixo da média de 2025. A Arábia Saudita transportou uma média de 2,9 milhões de barris por dia pelo Estreito de Ormuz nos últimos seis dias, um salto em relação aos 700 mil barris por dia em agosto.
Opinião
A situação no Estreito de Ormuz continua a ser um ponto crítico no mercado de petróleo, onde as tensões geopolíticas afetam diretamente as exportações e a economia global.





