O reajuste de 15,04% no valor das parcelas do Bolsa Família, anunciado por Luiz Inácio Lula da Silva (PT), criará uma conta de aproximadamente R$ 90 bilhões para os quatro anos do próximo governo. A medida, que aumenta a parcela mínima do benefício de R$ 600 para R$ 691 em 2026, resultará em um aumento de R$ 22,7 bilhões nas despesas anuais com o programa.
O gasto adicional de R$ 5,8 bilhões para 2026 foi revelado a apenas 17 dias do primeiro turno das eleições, em um momento em que Lula aparece empatado nas pesquisas com seu principal adversário, o senador Flávio Bolsonaro (PL). Desde o início do atual mandato, em 2023, o Bolsa Família não havia recebido qualquer reajuste.
O aumento nas despesas ocorre em um contexto de pressão sobre as contas do governo, que projeta um débito primário de R$ 52,27 bilhões para 2026, segundo o Prisma Fiscal. O ministro do Planejamento, Bruno Moretti, afirmou que a peça orçamentária enviada ao Congresso Nacional será ajustada para acomodar o gasto adicional do Bolsa Família.
As parcelas do benefício com o aumento começam a ser pagas em 19 de outubro, entre o primeiro e o segundo turnos das eleições. O decreto que institui o reajuste foi assinado por Lula e levanta questionamentos sobre a viabilidade fiscal da medida.
Opinião
O reajuste do Bolsa Família pode ser visto como uma estratégia eleitoral, levantando preocupações sobre o impacto fiscal e a responsabilidade do governo em tempos de déficit.





