O fenômeno climático conhecido como El Niño está se consolidando e pode se tornar um dos mais fortes já registrados. Com a previsão de 100% de que o fenômeno persista até fevereiro de 2027, governos latino-americanos, especialmente Peru e Equador, estão acelerando suas estratégias de contingência.
Estado de emergência no Peru
No Peru, o governo declarou estado de emergência em 1º de setembro por 60 dias em 893 distritos, prevendo que cerca de 1,2 milhão de pessoas possam ser afetadas. O decreto permite que governos regionais adotem medidas extraordinárias para mitigar os riscos associados ao El Niño, com intervenções financiadas pelos orçamentos já disponíveis.
Medidas do Equador
Enquanto isso, o Equador lançou a plataforma ‘Alístate Ecuador’ em 5 de setembro, uma iniciativa que reúne informações sobre áreas vulneráveis e recursos de assistência. O governo de Daniel Noboa destinou US$ 650 milhões para enfrentar o El Niño, com 70% dos recursos voltados para prevenção.
Impactos na Colômbia e Brasil
A Colômbia, que gera entre 70% e 80% de sua eletricidade a partir da água, já sente os efeitos do El Niño na pressão sobre seu sistema elétrico. O governo apresentou o Plano Energía YA para mitigar riscos elétricos. No Brasil, a situação é complexa, com o sul se preparando para chuvas excessivas enquanto outras regiões enfrentam secas.
Opinião
A gravidade do El Niño exige ações coordenadas e eficazes por parte dos governos da América Latina para proteger suas populações e infraestrutura.





