Os reflexos do temporal que atingiu Campo Grande no dia 10 de outubro ainda são sentidos por muitos moradores. Até às 12h30min do dia 13, a Energisa informou que 99,2% das residências afetadas já tiveram a energia elétrica restabelecida. Contudo, 0,08% dos clientes ainda enfrentam a falta de luz, gerando revolta em alguns bairros.
No Jardim Vilas Boas, moradores realizaram um protesto na tarde de domingo (13), bloqueando a rua com galhos de árvore. Eles alegaram estar sem energia elétrica há quase três dias, o que compromete atividades cotidianas como refrigerar alimentos e carregar celulares.
Mobilização da Energisa
Para lidar com a situação, mais de 800 profissionais da Energisa estão trabalhando em escala de 24 horas desde o dia do temporal, com o objetivo de restabelecer o fornecimento de energia para todos os clientes. A concessionária ampliou suas equipes em quatro vezes e trouxe trabalhadores de oito estados brasileiros, incluindo São Paulo e Minas Gerais, para acelerar o processo.
Até o momento, foram retiradas 257 árvores e 196 estruturas da rede elétrica foram trocadas. A empresa também atua em conjunto com a Defesa Civil e o Corpo de Bombeiros para resolver as situações de risco elétrico e prestar suporte em serviços essenciais.
Impacto do Temporal
O temporal que causou toda essa situação foi registrado com ventos de até 83 km/h e um total de 3.095 raios. A prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes, decretou situação de emergência de 180 dias devido aos estragos, que incluíram mais de 100 chamados de árvores caídas, 26 escolas destelhadas e uma unidade de saúde com desabamento de teto.
Apesar da gravidade da situação, não houve registros de vítimas fatais. O cenário, no entanto, ainda é de preocupação, com muitos bairros, como Vila Nogueira, também enfrentando problemas de falta de energia.
Opinião
A situação em Campo Grande destaca a importância de um planejamento eficaz para emergências, especialmente em áreas propensas a temporais.





