Santa Catarina

Cúpula da Santa Casa presa por desvio de R$5 milhões em operação policial

Cúpula da Santa Casa presa por desvio de R$5 milhões em operação policial

Em uma operação que chocou Campo Grande e outras cidades, a Santa Casa se vê no centro de um escândalo de corrupção. A Operação Antidotum, deflagrada em 11 de outubro de 2023, resultou na prisão de seis membros da alta cúpula da instituição, incluindo Alir Terra Lima e Alessandro Dias Junqueira, sob a suspeita de um desvio de cerca de R$5 milhões.

A operação, conduzida pelos grupos Especial de Combate à Corrupção (Gecoc) e de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), teve como alvo a cúpula da Santa Casa, que é um dos maiores hospitais do Mato Grosso do Sul. Além das prisões, foram cumpridos 36 mandados de busca e apreensão em locais como Dourados e Goiânia (GO).

Fraudes e Contratações Irregulares

As investigações revelaram que as contratações fraudulentas começaram em agosto de 2023, com um esquema que envolvia servidores públicos realizando saques incompatíveis com suas rendas formais. Um dos destaques da investigação é a funcionária Tatiana Rodrigues de Souza, que, mesmo recebendo um salário de R$11.504,66, realizou saques que totalizam mais de R$575.380,00 entre julho de 2024 e maio de 2025.

Os documentos da investigação indicam que, em 2025, as empresas ligadas aos envolvidos receberam R$9.617.738,49 em repasses, enquanto a operadora da Santa Casa acumulou um resultado negativo de R$3.555.901,12. O esquema envolvia a contratação de empresas de forma irregular, sem a devida análise de viabilidade ou demonstração de vantajosidade.

Consequências e Reações

A Santa Casa se manifestou após a operação, informando que está colaborando com as autoridades e que os atendimentos à população seguem normalmente. A instituição também expressou solidariedade aos integrantes da diretoria, mesmo diante das graves acusações.

Opinião

O escândalo na Santa Casa revela a necessidade urgente de uma fiscalização mais rigorosa nas instituições públicas, para evitar que casos de corrupção se repitam e que recursos públicos sejam desviados.