Os trabalhadores dos Correios paralisaram suas atividades por tempo indeterminado em todo o Brasil, a partir das 22h do dia 10 de setembro de 2026. O movimento foi deflagrado após as negociações da campanha salarial deste ano terminarem sem acordo, segundo a Federação dos Trabalhadores dos Correios e Telégrafos e das Empresas de Comunicações (Findect).
A decisão das assembleias dos trabalhadores ocorreu após tentativas de mediação no Tribunal Superior do Trabalho (TST), mas o principal impasse continua sendo o plano de saúde dos trabalhadores. A Findect destacou que a categoria buscou uma solução negociada, mas a empresa manteve sua posição em um tema considerado fundamental.
Impasses nas Negociações
Um dos principais pontos de discórdia é a proposta da direção dos Correios de alterar sua condição de mantenedora do plano de saúde, o que preocupa os trabalhadores, aposentados e suas famílias. A Findect declarou que essa mudança pode trazer riscos ao custeio e à garantia da assistência médica.
Atualmente, a Findect aguarda uma resposta da direção dos Correios e do governo federal que atenda às reivindicações da categoria. Os trabalhadores exigem uma proposta que preserve seus direitos e proteja o plano de saúde, essencial para quem mantém a empresa funcionando diariamente em todo o país.
Repercussão e Próximos Passos
A reportagem da Agência Brasil solicitou um posicionamento da direção dos Correios sobre a greve, mas até o momento não obteve resposta. A situação continua a evoluir, e a categoria permanece mobilizada em busca de soluções para suas demandas.
Opinião
A greve dos Correios destaca a importância do diálogo nas relações trabalhistas e a necessidade de garantir direitos fundamentais aos trabalhadores.





