Economia

IBGE revela deflação em agosto com queda de energia e transporte, surpreendendo economistas

IBGE revela deflação em agosto com queda de energia e transporte, surpreendendo economistas

A inflação oficial do Brasil apresentou uma queda de 0,32% em agosto de 2026, conforme dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Este resultado marca a maior deflação para o mês de agosto desde 2022, impulsionada principalmente pela redução da conta de luz, dos alimentos e dos transportes.

O recuo de agosto representa uma mudança significativa em relação aos meses anteriores, que registraram altas de 0,07% em julho e 0,16% em junho. Com essa nova queda, a inflação acumula alta de 3,11% no ano e de 4,22% em 12 meses, abaixo dos 4,44% registrados no período de 12 meses encerrado em julho.

Queda nos preços de energia e transportes

O principal fator para a deflação de agosto foi o grupo Habitação, que teve uma queda de 1,87%. A conta de luz se destacou com uma redução de 7,63% na energia elétrica residencial, resultado da incorporação do Bônus de Itaipu nas faturas de agosto. José Fernando Pereira Gonçalves, pesquisador do IBGE, destacou que esse resultado para o grupo Habitação é o menor para um mês de agosto desde o Plano Real.

Nos Transportes, a queda de 0,86% foi influenciada pela redução de 13,17% nas passagens aéreas e de 0,91% nos combustíveis. O preço do etanol caiu 3,95%, enquanto o óleo diesel recuou 0,80%. A gasolina teve uma baixa de 0,59% e o transporte por aplicativo ficou 4,57% mais barato.

Impacto na alimentação e outros grupos

No setor de Alimentação, os preços dos produtos consumidos em casa caíram 0,61%, com destaque para a batata-inglesa, que teve uma queda expressiva de 19,89%. Outros itens que contribuíram para a queda foram a cenoura (-11,22%), cebola (-11,07%) e tomate (-10,94%).

Apesar das quedas, o grupo de Despesas pessoais teve a maior variação devido ao aumento no preço do cigarro, que subiu 19,59%. Os demais grupos, como Artigos de residência, Vestuário e Saúde, registraram pequenas altas.

Opinião

Os dados de agosto trazem uma perspectiva otimista para a economia, mas é essencial acompanhar a evolução dos preços e as políticas que podem impactar o mercado nos próximos meses.