Os trabalhadores dos Correios anunciaram, na noite de quinta-feira (10), a entrada em greve por tempo indeterminado em todo o Brasil. O anúncio foi feito às 22h e ocorreu após as negociações salariais deste ano terminarem sem acordo.
A Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares (Fentect) e a Federação Interfederativa dos Trabalhadores em Correios (Findect) informaram que a decisão foi tomada após assembleias realizadas em todo o país, que sucederam diversas rodadas de negociação e tentativas de mediação no Tribunal Superior do Trabalho (TST).
Prejuízos e Aportes
O movimento ocorre em meio a uma grave crise financeira que resultou em um prejuízo de R$ 3,16 bilhões no 1º trimestre de 2026. Em resposta a essa situação, o governo federal prevê um aporte de R$ 6 bilhões para os Correios em 2027, mas isso não foi suficiente para evitar a greve.
Impasse nas Negociações
Um dos principais pontos de impasse nas negociações é o plano de saúde para trabalhadores, aposentados e suas famílias. A direção dos Correios insiste em alterar sua condição de mantenedora do plano, o que gera preocupação entre os funcionários quanto aos riscos que essa mudança pode representar para o custeio e a garantia da assistência médica.
A Findect ressaltou que está acompanhando o movimento e aguarda uma resposta da direção dos Correios e do governo federal. Até o momento, a reportagem não obteve retorno da direção dos Correios sobre a greve.
Opinião
A greve dos Correios reflete a insatisfação dos trabalhadores diante de um cenário econômico desafiador e a necessidade urgente de diálogo entre as partes para evitar maiores prejuízos.





