Durante mais de duas décadas, a jornada de compra no e-commerce seguiu um roteiro previsível. No entanto, essa dinâmica está passando por uma transformação profunda, com a inteligência artificial se tornando um verdadeiro personal shopper digital. Um estudo global da Softtek revela que o tráfego direcionado por assistentes de IA para sites de varejo cresceu impressionantes 4.700% em apenas um ano.
Além disso, consumidores que chegam via recomendação de IA passam 32% mais tempo nas páginas e apresentam uma taxa de rejeição 27% menor em comparação ao tráfego tradicional. A consultoria McKinsey projeta que o comércio mediado por agentes de IA pode movimentar entre US$ 3 trilhões e US$ 5 trilhões até 2030.
O impacto no consumidor brasileiro
Os dados mostram que 46,5% dos compradores brasileiros já utilizam ferramentas de inteligência artificial em suas compras. Essa mudança altera as regras do jogo da visibilidade digital, levando a uma nova era chamada GEO (Generative Engine Optimization). As marcas agora devem se perguntar se seus produtos têm informações suficientemente estruturadas para serem recomendados por agentes de IA.
Varejo conversacional em ascensão
Um exemplo prático dessa nova dinâmica é a Lu do Magalu, que opera dentro do WhatsApp. Segundo o CEO da companhia, Fred Trajano, a inteligência artificial gerou mais de 9 milhões de conversas e superou a marca de R$ 100 milhões em vendas em questão de meses. A taxa de conversão nesse formato conversacional chega a ser três vezes superior à do aplicativo tradicional.
A confiança do consumidor e o futuro
Apesar do entusiasmo com a agilidade do comércio agêntico, a adoção da IA esbarra na confiança do consumidor. Mais de 70% dos consumidores estão dispostos a delegar a pesquisa de produtos para robôs, mas a adesão cai quando se trata de transações financeiras. A autonomia total da IA será um processo desenhado em etapas, e quem controlar os melhores assistentes dominará o futuro do varejo.
Opinião
A transformação impulsionada pela inteligência artificial no varejo é inegável, e empresas como o Magalu estão na vanguarda dessa mudança, mostrando que o futuro das compras já começou.





