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Flávio Bolsonaro acusa Flávio Dino de motivação política após operação da PF

Flávio Bolsonaro acusa Flávio Dino de motivação política após operação da PF

O senador e candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL) acusou o ministro Flávio Dino do Supremo Tribunal Federal (STF) de agir por motivação política ao autorizar a operação da Polícia Federal (PF) contra a produtora do filme Dark Horse no dia 10 de outubro. A operação resultou no cumprimento de 49 mandados de busca e apreensão, visando investigar a destinação de emendas parlamentares para o financiamento da biografia cinematográfica sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Entre os alvos da operação estavam Karina Ferreira da Gama, proprietária da Go UP Entertainment Ltda., produtora do filme, e o deputado federal Mario Frias (PL-SP), roteirista do longa. As defesas dos dois foram procuradas, mas não se manifestaram. A investigação apura suspeitas de que o dinheiro de emendas parlamentares tenha sido desviado para financiar o filme, que envolve diretamente Flávio.

Flávio Bolsonaro pediu R$ 134 milhões ao banqueiro Daniel Vorcaro para custear o projeto, e mais de R$ 60 milhões já foram pagos. Em entrevista na cidade de Boa Vista, o candidato teve de responder a perguntas sobre a investigação policial que afeta uma de suas aliadas. Ele criticou a operação, afirmando que foi deflagrada devido ao seu bom posicionamento nas pesquisas eleitorais, onde aparece à frente do presidente Lula (PT) em algumas sondagens para o segundo turno.

“Olha, não tem absolutamente nada de errado com esse filme. Não tem um centavo de dinheiro público, já cansei de falar. O que tem claramente é uma tentativa de interferência política, agora do ministro Flávio Dino, sobre as eleições. Qual é o fundamento dessa operação? Político”, declarou Flávio. Ao ser questionado se a operação impacta sua campanha, ele afirmou ter implicância “zero” e criticou o presidente Lula, dizendo que este contava com amigos no Supremo para interferir nas eleições.

Esse foi o primeiro ato de campanha de Flávio na região Norte do País, que incluiu uma motocarreata e um comício na Praça do Centro Cívico, acompanhado dos candidatos ao Senado pelo PL, Hélio Bolsonaro e Antônio Carlos Nicoletti. Flávio também abordou a crise no STF, afirmando que a Corte deveria ter feito uma autocontenção e criticou o ministro Alexandre de Moraes, afirmando que ele foi dado superpoderes para agir contra o bolsonarismo.

Ele declarou que “hoje o último obstáculo para que o Brasil não vire uma ditadura de vez chama-se Flávio Bolsonaro. É o Flávio Bolsonaro que vai resgatar a democracia. É o Flávio Bolsonaro que vai proteger o Supremo de pessoas como o Alexandre de Moraes.” Flávio, cujo pai foi condenado a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado, segue explorando a crise no STF em sua campanha.

Na sequência, Flávio estará em Manaus no dia 11 de outubro, onde visitará a unidade fabril da Moto Honda pela manhã e, no fim da tarde, participará de um “grande encontro da Força da Direita do Amazonas”.

Opinião

A situação envolvendo Flávio Bolsonaro e a operação da PF levanta questões sobre a relação entre política e justiça no Brasil, especialmente em um ano eleitoral.