Política

ADPF critica afastamento de Andrei Rodrigues e pede mudanças na PF após crise

ADPF critica afastamento de Andrei Rodrigues e pede mudanças na PF após crise

A Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF), que representa 2,3 mil delegados da PF, emitiu uma nota crítica à decisão que afastou o diretor-geral Andrei Rodrigues e o diretor de Inteligência, Leandro Almada. A ADPF considera que tal afastamento, em um momento de crise institucional grave, deveria ser decidido pelo plenário do Supremo Tribunal Federal (STF), e não por uma decisão monocrática do ministro André Mendonça.

Crise institucional e ritos processuais

Na nota, a ADPF argumenta que a decisão do ministro Mendonça atropelou os ritos processuais, uma vez que não havia inquérito ou processo administrativo disciplinar contra os diretores afastados. A associação destaca que essa liminar fragiliza a base jurídica, pois antecipa efeitos que a lei só permite após a abertura de investigações.

Propostas para a Polícia Federal

A ADPF também sugere mudanças na estrutura da PF, como a implementação de um mandato fixo para o diretor-geral e a formação de uma lista tríplice para a escolha desse cargo, feita por eleição direta entre os delegados. A proposta visa garantir mais estabilidade e autonomia à PF, evitando que a direção da instituição fique sujeita a crises políticas.

Apoio à autonomia da PF

A associação ainda defende a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 412/2009, que tramita no Congresso e busca garantir a autonomia funcional, administrativa e orçamentária da PF. A ADPF acredita que essas mudanças são essenciais para preservar a integridade da instituição e sua missão de investigar as mais altas autoridades da República.

Opinião

A situação atual da Polícia Federal evidencia a necessidade de reformas que assegurem sua autonomia e estabilidade, evitando que crises políticas comprometam sua atuação.