Eleições

Eduardo Riedel ignora debates e especialistas debatem riscos na eleição de MS

Eduardo Riedel ignora debates e especialistas debatem riscos na eleição de MS

O governador Eduardo Riedel (PP), candidato à reeleição, está no centro de uma polêmica ao faltar aos dois primeiros debates eleitorais de 2023. Especialistas em ciência política divergem sobre se essa estratégia ajudará a preservar sua liderança nas pesquisas ou se poderá afastar eleitores indecisos.

A primeira ausência de Riedel ocorreu no dia 17 de agosto, durante o debate da Morena FM, onde foi o único dos oito candidatos a não comparecer. Naquela data, o governador estava em uma reunião do Consórcio Brasil Central e, posteriormente, viajou a Bela Vista para assinar um convênio de obras. A segunda falta foi no dia 27 de agosto, no debate promovido pela Capital FM, onde ele esteve em São Paulo para receber uma premiação e participar de um compromisso político em Paranaíba.

Intenções de voto e reações

Apesar das ausências, Riedel lidera as intenções de voto com 44,77%, enquanto seu principal adversário, Fábio Trad (PT), aparece com 13,78%, resultando em uma diferença de 30,99 pontos porcentuais.

Os cientistas políticos têm opiniões divergentes sobre o impacto de não participar dos debates. Daniel Miranda, da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), acredita que a ausência não prejudica a imagem de Riedel, pois, em debates com muitos candidatos, as críticas tendem a ser diluídas. Por outro lado, Tércio Albuquerque alerta que a falta pode ser vista como desrespeito ao processo eleitoral e resultar na perda de votos, especialmente entre os indecisos.

Planos futuros e justificativas

Riedel anunciou que planeja participar dos debates promovidos pelo site Midiamax e pela TV Morena na segunda quinzena de setembro. A campanha justifica as ausências como uma necessidade de conciliar compromissos administrativos e eleitorais, além do tempo necessário para se preparar para os debates.

Ambos os especialistas concordam que os debates têm mais a ver com a apresentação de propostas do que com a prestação de contas do governo atual. No entanto, a postura de Riedel nesta campanha contrasta com suas declarações de 2022, quando criticou a falta de seu adversário a um debate, considerando-a uma “covardia com a democracia”.

Opinião

A ausência de Riedel nos debates levanta questões importantes sobre a estratégia eleitoral e a relação com os eleitores, especialmente em um cenário onde muitos ainda não decidiram seu voto.