Páginas do diário pessoal de Fabíola Marcotti, 51 anos, revelam o sofrimento da fisioterapeuta em seu relacionamento com João Jazbik Neto, principal suspeito do feminicídio ocorrido em Campo Grande, Mato Grosso do Sul, em 18 de maio de 2023. Os relatos, que fazem parte do inquérito policial, mostram como Fabíola lidou com uma “dor imensa” ao longo dos anos.
Diário revela controle e sofrimento
Os familiares de Fabíola, incluindo seu irmão José Flávio Marcotti, confirmam que o diário era uma forma de terapia para a vítima. Em suas páginas, Fabíola descreve a personalidade controladora de João, mencionando brigas e a necessidade de se calar para evitar conflitos. “Ela fala no diário: ‘eu vou ficar calada'”, explica José Flávio.
Problemas financeiros e dor familiar
Além de relatar os problemas emocionais, Fabíola também expressou dificuldades financeiras em seu diário. Sua cunhada, Patrícia Isey Marcotti, revela que a família tentava trazer Fabíola para São Sebastião, mas não conseguiram a tempo. “Então a dor dela estava imensa”, afirma Patrícia.
Investigação e prisão de João Jazbik
O inquérito policial foi iniciado após a morte de Fabíola, que foi encontrada sem vida pelo próprio marido. Inicialmente detido, João Jazbik foi liberado em 20 de agosto de 2023, mas a perícia concluiu que a morte foi um feminicídio. As evidências apontam que Fabíola foi agredida antes de ser morta com um disparo de arma de fogo.
Provas contundentes contra o suspeito
O inquérito também revelou que João Jazbik tentou ocultar evidências do crime, removendo armas de fogo do local. A perícia confirmou que a morte ocorreu em um contexto de violência de gênero, evidenciando a brutalidade do crime. Após a pressão da família de Fabíola, João foi preso novamente em 3 de agosto de 2023, após contestação das alegações de sua defesa.
Opinião
O caso de Fabíola Marcotti é um lembrete doloroso da necessidade de atenção e ação contra a violência de gênero, que continua a afetar tantas mulheres em nossa sociedade.





