O candidato à Presidência da República pelo Partido Liberal, Flávio Bolsonaro, voltou a atacar o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, chamando-o de “laranja podre” dentro da Corte. O ataque ocorreu após a visita de Flávio ao ex-assessor internacional Filipe Martins, que está preso na cadeia pública de Ponta Grossa, no Paraná.
Filipe Martins foi condenado a 21 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado, e a visita de Flávio foi autorizada por Alexandre de Moraes. Em entrevista, Flávio criticou o ministro, afirmando que “não podemos deixar que toda a Corte seja contaminada por isso” e que a magistratura não se resume a Moraes.
Críticas a Davi Alcolumbre e pedidos de impeachment
Flávio também direcionou críticas ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre, por não pautar os mais de 54 pedidos de impeachment de Moraes que estão parados no Senado. Ele lamentou a postura de Alcolumbre, que, segundo Flávio, agora fala em impeachment de André Mendonça, “exatamente o ministro que está relator de uma investigação que trouxe à tona a forma como Alexandre de Moraes conduz seu gabinete”.
Apesar das críticas, Flávio fez questão de diferenciar os ataques a Moraes das críticas à instituição do STF, afirmando que, se for eleito, seu papel será o de “proteger as instituições”. Ele vem sendo aconselhado a não elevar o tom contra a instituição e focar os ataques em Moraes.
Diálogo com o STF e futuro da campanha
O senador Rogério Marinho, coordenador da campanha de Flávio, procurou o ministro Gilmar Mendes para manter um diálogo com o STF. Marinho afirmou que a campanha bolsonarista deseja preservar o diálogo institucional e o respeito às instituições, apesar das cobranças ao tribunal.
Opinião
A postura de Flávio Bolsonaro reflete uma estratégia de descolar críticas a Moraes de ataques ao STF, buscando manter a imagem institucional em tempos de polarização política.





