A Anvisa autorizou a importação e o uso de uma medicação experimental para o tratamento do piloto e youtuber Lito Sousa, diagnosticado com Doença de Creutzfeldt-Jakob. A informação foi confirmada pela família via redes sociais.
Segundo a esposa de Lito, Mila Seidl, a expectativa é que a medicação chegue ao Brasil entre sete e nove dias a contar da última sexta-feira, 4 de agosto. “O impossível está virando realidade! Estamos prontos para receber o tratamento”, comemorou Mila no post, destacando que não houve regalias no processo.
Mila Seidl esclareceu que a autorização não foi uma exceção, mas um regulamento previsto em lei. “Vi algumas pessoas dizendo que a Anvisa abriu uma exceção rara. Não foi. Isso é um regulamento, está previsto em lei. Alguns países adotam o uso compassivo de medicação e aí você tem um trâmite legal que precisa ser cumprido”, explicou.
Ela lembrou que qualquer pessoa em situação similar pode pleitear o mesmo tipo de autorização. “Cabe à Anvisa analisar, deferir ou indeferir. A gente apresentou bastante documentação. O processo estava bem robusto”, completou, citando documentos enviados pela farmacêutica e exames diversos.
Além disso, Mila destacou que houve um entendimento por parte do governo brasileiro, incluindo o Ministério da Saúde e a própria Anvisa, assim como da Food and Drug Administration (FDA), sobre a urgência e a celeridade da causa de Lito. “Mesmo assim, sendo muito sincera, foi muito angustiante porque esse fluxo mais rápido levou cerca de uma semana e, em uma semana, a gente perdeu algumas coisas”, disse, referindo-se ao quadro do marido.
A Doença de Creutzfeldt-Jakob é rara, com menos de 100 casos suspeitos registrados por ano no Brasil. A condição se instala quando formas anormais de uma proteína produzida dentro das células cerebrais, os príons, passam a se acumular, comprometendo o funcionamento do órgão e progredindo rapidamente com desfecho fatal.
Opinião
A autorização da Anvisa para a importação da medicação experimental representa um avanço importante no tratamento de doenças raras e a necessidade de agilidade em processos que podem salvar vidas.





