O Pix, sistema de pagamentos instantâneos do Banco Central (BC), alcançou um recorde diário de transações liquidadas na sexta-feira, 4 de outubro de 2023, com 318.073.816 operações. O valor total das transações foi de R$ 186,89 bilhões, conforme dados do Sistema de Pagamentos Instantâneos (SPI).
O pico anterior de liquidações do Pix havia sido registrado em 5 de dezembro de 2025, com 313,3 milhões de transações em um único dia. Essa crescente popularidade do sistema, no entanto, não vem sem controvérsias.
Críticas do governo americano
O governo dos Estados Unidos criticou o Banco Central, alegando que o Pix prejudica empresas americanas, incluindo grandes bandeiras de cartões como Visa e Mastercard. Essa crítica foi utilizada como justificativa para a imposição de tarifas comerciais ao Brasil.
O presidente do BC, Gabriel Galípolo, respondeu a essas alegações, afirmando que criticar o Pix é comparável a dizer que o saneamento básico prejudica a receita do caminhão-pipa. Em uma entrevista em julho, Galípolo ressaltou que o segmento de cartões cresceu após a introdução do Pix no mercado.
Reconhecimento internacional
O Fundo Monetário Internacional (FMI) elogiou o Pix em um relatório publicado em julho, classificando-o como um importante catalisador de inclusão e concorrência. O relatório destacou que o Pix é um sistema de pagamento de baixo custo e ampla acessibilidade, promovendo a transição para serviços digitais.
Além disso, o Banco Central Europeu (BCE) demonstrou interesse em conectar a plataforma europeia de pagamentos instantâneos, TIPS, com o Pix. Estudos sobre essa conexão foram registrados em uma apresentação pública em junho.
Dados recentes do Pix
Dados mais recentes mostram que, no segundo trimestre de 2026, o Pix foi a modalidade de pagamento mais utilizada no Brasil, com 22,93 bilhões de operações, movimentando R$ 10,499 trilhões. Em comparação, o cartão de crédito ficou em segundo lugar, com 6,049 bilhões de transações e R$ 815,57 bilhões movimentados no mesmo período.
Opinião
A crescente adoção do Pix reflete uma mudança significativa nas preferências dos consumidores brasileiros, mas as tensões com o governo americano destacam os desafios da concorrência internacional.





