A estratégia da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para lidar com a crise do Supremo Tribunal Federal (STF) é clara: distanciar-se de Alexandre de Moraes enquanto tenta enfraquecer André Mendonça. Após a divulgação das mensagens entre o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e Moraes, Lula publicou um vídeo nas redes sociais no dia 3 de setembro de 2026, onde defendeu as investigações do escândalo do Banco Master.
No vídeo, o presidente se manteve descolado de Moraes, afirmando que “cada um deve responder por seus atos”. O tom foi semelhante ao do presidente do PT, Edinho Silva, que, em um vídeo anterior, criticou o “sistema apodreceu” e pediu mudanças no sistema político e judicial.
Movimento no Congresso
No Congresso, a pressão sobre Mendonça aumentou. No dia 1º de setembro de 2026, ele retirou o sigilo de investigações, tornando públicas mensagens e contratos sobre a relação entre Moraes e Vorcaro. O foco do PT é atribuir essa ação a uma estratégia eleitoral em favor de Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), rebateu críticas sobre Moraes em 2 de setembro de 2026, defendendo sua atuação e lembrando que outros também foram alvo de pedidos de recursos. O líder do governo na Câmara, Paulo Pimenta, pediu que Mendonça retirasse o sigilo de toda a investigação, alegando que não poderia haver “vazamentos seletivos”.
Investigação e reações no STF
Em meio a essa crise, Moraes pediu a Fachin para investigar Mendonça no dia 3 de setembro de 2026, com base em um relatório da Polícia Federal que criticava a atuação do ministro. A expectativa é que Moraes consiga votos suficientes para barrar as ações de Mendonça, que já foi criticado por Gilmar Mendes por sua participação nas tratativas sobre uma possível delação premiada de Vorcaro.
Áudio vazado e desdobramentos
Além disso, um áudio vazado revelou um advogado de Vorcaro conversando com Mendonça, o que gerou mais tensão. Mendonça apresentou notas fiscais para rebater as suspeitas de favorecimento. Enquanto isso, aliados de Lula tentam evitar uma defesa direta de Moraes, com a ex-presidente do PT, Gleisi Hoffmann, afirmando que não vê problema em um processo de impeachment se houver justificativa.
Opinião
A crise no STF reflete a complexidade das relações políticas e judiciais no Brasil, onde a busca por distanciamento pode não ser suficiente para evitar os impactos eleitorais.





