Líderes iranianos estão reconhecendo o impacto econômico da guerra no Irã com os Estados Unidos, com o líder supremo, Mojtaba Khamenei, pedindo ao governo que enfrente as dificuldades. O presidente, Masoud Pezeshkian, afirmou que o comércio exterior encolheu em um terço devido às sanções e ao bloqueio americanos.
A guerra no Irã completa 6 meses e reconfigura o Oriente Médio, enquanto a inflação anual chegou a 66% no mês passado. Teerã, no entanto, não deu sinais de recuo, prometendo resistir à pressão dos EUA e manter o que afirma ser seu controle sobre o Estreito de Ormuz, que responde por 20% do petróleo consumido no mundo.
Impacto das sanções
O governo iraniano afirmou que enfrentar as pressões econômicas provocadas pelas sanções e pela guerra é uma prioridade, incluindo conter a inflação, administrar os mercados e criar empregos. Seis meses depois do início da guerra, as negociações estão em impasse e o governo do presidente Donald Trump intensificou os esforços para punir financeiramente o Irã.
Na última sexta-feira, o Tesouro americano impôs sanções contra o Banque Misr, do Egito, por fazer negócios com Teerã. A medida busca impedir que as filiais do banco nos Emirados Árabes Unidos realizem transações em dólares. O banco central do Egito afirmou que estava em contato com autoridades americanas sobre o assunto.
Desafios econômicos
As sanções agravam o impacto da guerra sobre a economia iraniana, onde o presidente Pezeshkian declarou que as exportações e importações despencaram quase 35%. Ele também afirmou que Teerã conseguiu vender cerca de 90 milhões de barris de petróleo durante o memorando de entendimento assinado em junho.
Mojtaba Khamenei pediu ao governo que enfrente as dificuldades econômicas, afirmando ser necessário lidar com a inflação, desemprego e a gestão dos preços. O presidente defendeu a retomada do acordo provisório, que oferecia alívio imediato das sanções americanas.
Perspectivas diplomáticas
Enquanto Washington intensifica sua pressão econômica, outros países buscam reativar iniciativas diplomáticas para encerrar a guerra. O primeiro-ministro do Catar, Mohammed bin Abdulrahman Al Thani, reuniu-se com líderes iranianos e destacou a importância de restabelecer a situação anterior à guerra.
A diplomacia e defesa são vistas por Teerã como “duas asas complementares” para proteger os interesses nacionais. O Irã afirmou que buscará essas duas vias de maneira equilibrada, enquanto a Marinha da Guarda Revolucionária reafirma o controle sobre o Estreito de Ormuz.
Opinião
A situação no Irã reflete um complexo cenário geopolítico, onde a resistência à pressão externa é acompanhada por sérios desafios econômicos internos.





