Entre os dias 24 e 27 de agosto de 2026, o Ministério da Saúde participou de uma expedição ao Baixo Tapajós, no Pará, com o intuito de conhecer os impactos das mudanças climáticas na saúde de comunidades ribeirinhas e povos tradicionais. A iniciativa reuniu gestores, dirigentes e pesquisadores para debater soluções e desafios enfrentados na região.
Visitas e monitoramento
A programação incluiu visitas a experiências de saúde fluvial e ribeirinha em Santarém, além de conhecer as instalações do FioAres, uma plataforma que monitora a qualidade do ar em tempo real. Os participantes também visitaram a Reserva Extrativista Tapajós-Arapiuns, onde foram apresentadas iniciativas voltadas à saúde, saneamento, energia renovável e adaptação às mudanças climáticas.
Escuta e diálogo com comunidades
Um dos pontos centrais da expedição foi a escuta de lideranças do grupo de trabalho Emergência Climática Tapajós. Os relatos das comunidades ajudaram a entender como as mudanças climáticas afetam não apenas a saúde, mas também a produção, a alimentação e a renda das famílias. Para André Bonifácio Carvalho, diretor do DGIP/SE/MS, ouvir as vozes locais é crucial para compreender os efeitos das mudanças climáticas no território.
Desenvolvimento de políticas públicas
A expedição visou também aprimorar as políticas públicas de saúde, promovendo a troca de conhecimentos entre gestores, pesquisadores e comunidades. As experiências observadas podem servir como base para estratégias em outras regiões que enfrentam desafios semelhantes devido às mudanças climáticas, sempre considerando as particularidades de cada local.
Opinião
A aproximação entre o Ministério da Saúde e as comunidades do Baixo Tapajós é um passo importante para a construção de soluções efetivas que considerem as realidades locais e os impactos das mudanças climáticas na saúde e no ambiente.





