A Nuvem de Governo do Serpro é uma iniciativa crucial para a proteção dos dados sensíveis do governo e dos cidadãos brasileiros. A plataforma assegura que o controle sobre informações classificadas permaneça sob jurisdição brasileira, um tema discutido no 15º Fórum RNP, um dos principais eventos de inovação no Brasil.
Desafios da Soberania Digital
De acordo com o ranking de soberania digital do BRICS Fórum, que avaliou 80 países, o Brasil ocupa a 48ª posição, indicando que há um longo caminho a percorrer. Para enfrentar essa situação, o Serpro está construindo uma infraestrutura de nuvem soberana, que centraliza o controle dos dados mais sensíveis do Estado.
Dados Classificados e Segurança
A Nuvem de Governo do Serpro mantém os dados classificados em grau de sigilo em um ambiente operado no território nacional, em conformidade com a legislação brasileira de proteção de dados e as normas da Lei de Acesso à Informação. A migração dos dados para essa nuvem soberana está prevista para ser concluída até 2027, conforme a Ação 27 do Plano Brasileiro de Inteligência Artificial (PBIA).
Infraestrutura e Parcerias
A proposta do Serpro não é criar uma nuvem isolada, mas sim uma plataforma interoperável que se conecta com ambientes externos de maneira segura. Para isso, a empresa já estabeleceu parcerias com grandes provedores como AWS, Google e Huawei, enquanto Oracle e Microsoft estão em fase de homologação.
A infraestrutura do Serpro opera em dois datacenters localizados em Brasília e São Paulo, geridos exclusivamente por empregados da empresa pública. A oferta inclui serviços de analytics, inteligência artificial, computação, bancos de dados, conectividade e segurança.
Palestra no Fórum RNP
A palestra intitulada “Quem Governa os Dados de Quem Governa?“, apresentada por Carlos Hill, gerente do Serpro, foi um dos destaques do segundo dia do 15º Fórum RNP, que ocorreu de 24 a 27 de agosto e abordou temas como inteligência artificial na educação e proteção cibernética.
Opinião
A Nuvem de Governo do Serpro representa um passo importante para a soberania digital do Brasil, mas os desafios ainda são significativos e demandam atenção contínua.





