Após quase três décadas, a família de José Lídio da Costa, conhecido como Zé Lídio, retornará ao Tribunal do Júri em busca de justiça. O julgamento de Orteval Lino Fiuza, acusado de seu homicídio, está agendado para o dia 1º de setembro de 2026, na Comarca de Comodoro, MT.
Zé Lídio foi assassinado em 3 de maio de 1998, enquanto trafegava pela zona rural de Nova Lacerda, acompanhado de sua esposa, filhos e um amigo. De acordo com a denúncia, Fiuza interceptou o veículo da vítima e, após uma discussão, disparou três vezes contra ele, que estava desarmado. A denúncia foi recebida pela Justiça em junho de 2005, sete anos após o crime.
Desdobramentos do Processo
O processo, classificado como Ação Penal de Competência do Júri, nº 945-90.2005.811.0046, passou por diversas fases, incluindo recursos e dificuldades na localização de testemunhas. O julgamento finalmente chegou à sua fase decisiva, onde a acusação sustenta a ocorrência de homicídio qualificado.
Entre as testemunhas arroladas, o depoimento de Diana Schneider da Costa, filha de Zé Lídio, será um dos mais significativos. Atualmente residindo na Nova Zelândia, ela viajará ao Brasil para prestar depoimento, relembrando um episódio que marcou sua vida e a de sua família.
Expectativas da Família
A família de Zé Lídio, que inclui seus dois filhos, tem lutado por justiça durante quase 30 anos. O julgamento representa mais do que um processo judicial; é uma oportunidade para que a dor e a ausência de um pai e esposo sejam reconhecidas. O advogado da defesa de Fiuza solicitou o adiamento do julgamento alegando problemas de saúde, mas o pedido foi negado pelo juiz, que priorizou o direito da família à justiça.
Opinião
O caso de José Lídio da Costa é um lembrete da importância da justiça e da memória de aqueles que foram perdidos em circunstâncias trágicas. A luta da família por justiça é um exemplo de resiliência e esperança.





