Economia

Justiça do Rio decreta falência da Oi pela segunda vez após crise financeira

Justiça do Rio decreta falência da Oi pela segunda vez após crise financeira

A Justiça do Rio de Janeiro decretou novamente a falência da Oi em 25 de agosto de 2026. A decisão foi tomada pela Primeira Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ) após a administradora judicial prever que a empresa não teria mais condições de operar.

O endividamento da Oi gira em torno de R$ 44,3 bilhões, e seu patrimônio está negativo em cerca de R$ 22,6 bilhões. A previsão de um apagão financeiro ocorreu no início de julho, quando a administradora afirmou que a desconfiança do mercado dificultava a obtenção de recursos para a renovação do portfólio da empresa.

Crise e Recusa de Venda

A previsão de disponibilidade de caixa ao final de julho despencou quase 78%, caindo de R$ 88,1 milhões para R$ 19,6 milhões. Além disso, a assembleia de credores recusou a venda da fatia da Oi na V.tal, considerada o “bem mais valioso da Oi”, a fundos ligados ao BTG Pactual e à BGC Fibra Participações. O valor da venda foi considerado insuficiente para cobrir as dívidas com os trabalhadores, sendo que a tratativa original previa um montante de R$ 12,5 bilhões.

Histórico de Falências

A Oi já havia sido declarada falida em novembro de 2025 pela juíza Simone Gastesi Chevrand, mas a decisão foi suspensa pela desembargadora Mônica Maria Costa em resposta a recursos dos bancos Itaú e Bradesco, que alegaram risco de prejuízos aos credores e ao mercado. Agora, a decisão de falência foi unânime.

A Oi teve sua origem em 1998, a partir da privatização do sistema Telebrás, e se tornou a maior concessionária de telefonia fixa do Brasil após a fusão com a Brasil Telecom em 2008. Em 2016, a companhia fez história ao entrar com o maior pedido de recuperação judicial do Brasil, abrangendo R$ 65 bilhões em reestruturação de dívidas.

Opinião

A nova falência da Oi evidencia a fragilidade do setor de telecomunicações e os desafios enfrentados por empresas que não se adaptaram às mudanças do mercado.