A Polícia Federal deflagrou a Operação Presciência em 25 de agosto de 2026 para investigar possíveis irregularidades na aplicação de recursos previdenciários do Instituto Municipal de Previdência de Campo Grande (IMPCG). O foco é um investimento de R$ 1,2 milhão em papéis de risco do liquidado Banco Master, vinculado ao banqueiro Daniel Vorcaro, atualmente preso.
A operação busca responsabilizar servidores e agentes públicos que, por ação ou omissão, participaram das decisões de investimento. A investigação apura indícios de gestão temerária e corrupção, com a execução de seis mandados de busca e apreensão em órgãos públicos, como o próprio IMPCG e a Secretaria de Assistência Social e Cidadania.
Além do IMPCG, outros 17 regimes próprios de servidores também estão sob investigação, tendo aplicado um total de R$ 1,87 bilhão em papéis do Banco Master, sem a devida proteção do Fundo Garantidor de Créditos (FGC). As autoridades afirmam que essas aplicações expuseram o patrimônio dos servidores a riscos significativos.
Investigações em outros estados
As investigações da Polícia Federal não se limitam a Campo Grande. Regimes previdenciários de outros estados, como Rioprevidência no Rio de Janeiro, também foram alvo de ações, com a aplicação de mais de R$ 3 bilhões em ativos de alto risco. No caso do Amapá, a investigação apura a concentração de R$ 400 milhões em investimentos arriscados, enquanto em Maceió, o montante é de R$ 97 milhões.
Opinião
A situação do IMPCG e do Banco Master levanta preocupações sérias sobre a gestão de recursos públicos e a necessidade de maior fiscalização nas decisões de investimento.





