Omar Aziz, relator da PEC que propõe o fim da escala 6×1, prevê uma aprovação robusta no Senado, com expectativa de 65 votos favoráveis. Apesar das críticas de setores produtivos, Aziz afirma que não recebeu manifestações contrárias de parlamentares. A proposta será apresentada à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) até o fim da semana.
Expectativas e Críticas
O senador Omar Aziz acredita que a votação não será diferente do que já ocorreu em outras propostas, projetando uma ampla maioria. Contudo, representantes do setor produtivo, incluindo entidades empresariais e economistas, manifestam preocupações. Eles argumentam que a mudança poderia resultar em um aumento de 22% a 27% no custo da hora trabalhada e a perda de mais de 600 mil empregos formais.
Riscos e Consequências
Os críticos da proposta afirmam que a implementação do fim da escala 6×1 deve ser negociada através de acordos e convenções coletivas, não imposta pela Constituição. Entre os riscos destacados estão a pressão sobre os preços, aumento da informalidade e dificuldades específicas para micro e pequenas empresas. Além disso, há receios de que a proposta possa impactar negativamente o PIB e a renda dos trabalhadores.
Reação da Oposição
A oposição pede uma transição gradual para a implementação da nova jornada de trabalho, argumentando que uma mudança abrupta pode levar a consequências indesejadas, como a busca por atividades extras pelos trabalhadores, reduzindo o tempo livre que a proposta pretende proporcionar.
Opinião
A proposta de Omar Aziz gera um debate crucial sobre a jornada de trabalho no Brasil, refletindo a tensão entre a necessidade de modernização das leis trabalhistas e as preocupações com os impactos econômicos e sociais.





