Santa Catarina

Polícia Federal investiga Camila Nascimento por corrupção e gestão temerária

Polícia Federal investiga Camila Nascimento por corrupção e gestão temerária

A Polícia Federal (PF) deflagrou a Operação Presciência na manhã desta terça-feira (25), visando o gabinete da vice-prefeita de Campo Grande, Camila Nascimento. A operação investiga possíveis irregularidades na aplicação de recursos do regime próprio de Previdência Social.

Os agentes cumpriram seis mandados de busca e apreensão na Secretaria de Assistência Social (SAS), localizada na rua Venâncio Borges do Nascimento, Jardim TV Morena. A ação chamou a atenção de quem passava pelo local, com viaturas da PF estacionadas nas proximidades.

Irregularidades e Investigações

A investigação teve início a partir de um Relatório de Auditoria Direta, elaborado pela Coordenação-Geral de Auditoria do Departamento dos Regimes Próprios de Previdência Social (RPPS), do Ministério da Previdência Social. O relatório indicou que o Instituto Municipal de Previdência de Campo Grande (IMPCG) investiu R$ 1,2 milhão em Letras Financeiras emitidas por um banco privado, o que levantou suspeitas de gestão temerária e corrupção.

Camila Nascimento, que foi diretora do IMPCG de agosto de 2017 a março de 2024, é um dos principais alvos da investigação, que apura se houve negligência na observância dos procedimentos técnicos e administrativos necessários para a proteção do patrimônio do RPPS municipal.

Consequências do Investimento

O Banco Master, onde os recursos foram aplicados, foi liquidado extrajudicialmente em novembro de 2022, deixando um rombo significativo para vários municípios. A taxa de juros de 4,5% em empréstimos do Banco Master foi considerada excessiva em comparação aos 1,7% praticados por instituições tradicionais.

Após a aplicação dos recursos, servidores públicos municipais passaram a receber ofertas de empréstimos consignados e cartões de crédito do chamado CredCesta, oferecido pelo Master, o que gerou ainda mais controvérsia sobre a gestão dos recursos.

Reações e Defesas

A assessoria da Secretaria de Assistência Social afirmou que a operação não tem relação com o Executivo municipal, mas apenas com o período em que Camila Nascimento esteve à frente do IMPCG. Durante um evento de nomeação como candidata a vice-prefeita, Camila se defendeu afirmando que seu trabalho sempre foi pautado pela legalidade e transparência, e que estava à disposição para esclarecer quaisquer dúvidas sobre a gestão do IMPCG.

Opinião

A situação envolvendo Camila Nascimento e o IMPCG levanta questões importantes sobre a responsabilidade na gestão de recursos públicos e a necessidade de maior fiscalização nas aplicações financeiras de fundos de pensão.