Eleições

Lula critica candidaturas de Renan Santos e Pablo Marçal que apostam na internet

Lula critica candidaturas de Renan Santos e Pablo Marçal que apostam na internet

Em entrevista exibida na TV Record no dia 23 de agosto de 2026, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez duras críticas a candidatos que dependem principalmente da internet para conquistar a Presidência. Lula expressou sua preocupação com a forma como as redes sociais têm transformado o cenário político, diminuindo o peso da trajetória política e banalizando a disputa pelo Palácio do Planalto.

O presidente comparou a situação atual com as eleições que disputou desde 1989, lembrando de adversários como Fernando Henrique Cardoso, José Serra e Geraldo Alckmin, com os quais teve embates que, segundo ele, eram marcados por maior densidade política e experiência.

Crítica às candidaturas digitais

Lula destacou que, atualmente, políticos perderam protagonismo para figuras que conseguem engajamento digital, levando à crença de que a popularidade na internet é um critério suficiente para se eleger. Ele mencionou candidaturas como as de Renan Santos (Missão) e Pablo Marçal (PRTB), que têm explorado intensamente esse ambiente digital.

O presidente argumentou que a Presidência exige responsabilidade e compromisso que não combinam com a banalização da política promovida pelas redes sociais. Sua declaração revela um paradoxo: embora critique a lógica que transforma influência digital em capital eleitoral, Lula também está inserido em um cenário onde as plataformas digitais são decisivas.

Experiência versus popularidade

Com quatro décadas de trajetória em disputas nacionais, Lula busca destacar sua experiência como um diferencial em relação a adversários que surgem ou se fortalecem no ambiente digital. Ele acredita que a popularidade virtual não é suficiente para garantir uma eleição e que a experiência política continua sendo fundamental.

Opinião

A crítica de Lula reflete uma preocupação legítima sobre o futuro da política, onde a experiência deve prevalecer sobre a efemeridade das redes sociais.