A empresa aeroespacial sul-coreana Innospace anunciou a interrupção do primeiro voo de teste de seu foguete suborbital multiuso, o Sebit, realizado no Centro Espacial de Alcântara (CEA), no Maranhão, em 19 de agosto de 2026.
O foguete decolou às 16h30, mas, após uma decolagem normal, os sistemas de monitoramento identificaram movimentos que desviavam da rota planejada. Em conformidade com os regulamentos de segurança do CEA, a Força Aérea Brasileira (FAB) ativou o Sistema de Terminação de Voo (FTS, na sigla em inglês), interrompendo a trajetória do foguete.
O Sebit caiu no mar, dentro de uma zona de segurança marítima previamente designada, sem que fossem registrados feridos ou danos materiais. A Innospace informou que, apesar da queda, conseguiu coletar dados do voo, incluindo informações de telemetria sobre sistemas essenciais.
Esses dados estão sendo analisados para determinar a altitude, a distância e o tempo de voo, além de diagnosticar a causa da interrupção. O fundador e CEO da Innospace, Soojong Kim, destacou que as informações obtidas serão cruciais para o avanço dos serviços de teste do Sebit.
O foguete foi desenvolvido para transportar cargas úteis a altitudes de até 100 quilômetros, permitindo a realização de testes tecnológicos e pesquisas em ambientes de microgravidade. A Innospace planeja realizar novos voos de teste após a análise dos dados coletados e a implementação de melhorias no projeto.
O acordo comercial para o uso da base brasileira foi viabilizado pela Alada (Brazilian Aerospace Projects Company), fundada em 2025, com o objetivo de promover e expandir atividades comerciais na infraestrutura aeroespacial do Brasil.
Opinião
A interrupção do voo do Sebit destaca os desafios e a complexidade das operações espaciais, mesmo em testes iniciais.





