O candidato do PSD à presidência, Ronaldo Caiado, surpreendeu ao declarar apoio à PEC da Segurança Pública durante um evento promovido pela Confederação Nacional do Transporte (CNT) em Brasília. Essa mudança de postura é significativa, já que, quando era governador de Goiás, Caiado havia criticado a proposta, alegando que ela limitava a autonomia dos estados para legislar sobre segurança.
Atualmente, a PEC está em tramitação no Senado e deve ser debatida em breve na Comissão de Constituição e Justiça. Caiado esclareceu que suas críticas anteriores se referiam à versão elaborada pelo ex-ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, e que agora apoia o texto modificado que já foi aprovado pela Câmara dos Deputados.
Em um momento de tensão política, Caiado também criticou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que busca a criação do Ministério da Segurança Pública. De acordo com o candidato, a aprovação da PEC não é necessária para a formação do ministério, pois essa ação poderia ser realizada através de uma medida provisória. “A Presidência da República tem as prerrogativas que são da Presidência”, afirmou Caiado.
Além das questões de segurança, Caiado abordou a necessidade de um equilíbrio fiscal no país, especialmente em um cenário onde 82% da população está endividada. Ele criticou a Lei da Reciprocidade Econômica, que visa responder às tarifas dos Estados Unidos, afirmando que o governo deveria focar em soluções que não criem “factoides” durante a crise econômica.
“Nós temos empresas fechando e a população quebrada, e ninguém sabendo como sair desse clima”, lamentou Caiado, referindo-se à situação econômica atual. O ex-governador de Goiás também mencionou que a polarização política tem desviado a atenção de temas relevantes, prejudicando o debate que deveria ser focado em soluções práticas para a população.
Opinião
A mudança de postura de Caiado em relação à PEC da Segurança Pública levanta questões sobre a coerência política e a verdadeira intenção por trás de suas declarações, especialmente em um momento de crise e polarização no país.





