O Ministério Público Eleitoral (MPE) do Paraná se manifestou favoravelmente à candidatura de Deltan Dallagnol ao Senado nas eleições de 2026. O parecer, divulgado em 18 de agosto de 2026, recomenda ao Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) que reconheça a elegibilidade do ex-procurador.
Reviravolta Judicial
Dallagnol, que deixou o Ministério Público Federal (MPF) em 3 de novembro de 2021, havia sido candidato a deputado federal em 2022, recebendo 344,9 mil votos. No entanto, seu registro de candidatura foi cassado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em 2023. A Corte alegou que ele havia deixado o MPF enquanto respondia a procedimentos administrativos no Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), o que poderia resultar em inelegibilidade.
Com a nova análise do MPE, a situação dos processos contra Dallagnol mudou. Dos 16 processos que estavam em andamento, 13 foram arquivados. Os demais foram encerrados devido à sua saída do cargo, sem possibilidade de punição.
Perspectivas para 2026
O parecer do MPE também questiona os fundamentos da decisão do TSE de 2023, afirmando que a análise da inelegibilidade deve ocorrer a cada eleição. Assim, a decisão anterior não impede uma nova candidatura de Dallagnol ao Senado.
Para formalizar sua intenção de concorrer, Dallagnol utilizou o Requerimento de Declaração de Elegibilidade (RDE), um instrumento que permite ao candidato pedir uma definição sobre sua condição para concorrer.
Opinião
A candidatura de Deltan Dallagnol ao Senado em 2026 representa uma reviravolta significativa em sua trajetória política, refletindo a complexidade do sistema judicial e eleitoral brasileiro.





