Trabalhadores dos bancos de todo o Brasil decidiram paralisar as atividades por 24 horas no dia 20 de agosto de 2026, devido à falta de um acordo satisfatório com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban). A decisão foi tomada após uma reunião de quase oito horas, onde as propostas apresentadas foram consideradas insuficientes pelos trabalhadores.
Entre as propostas reprovadas, estavam o congelamento do piso de ingresso para novos bancários e reajustes diferenciados para três faixas salariais, sem clareza sobre critérios ou percentuais. A coordenadora do Comando Nacional dos Bancários, Juvandia Moreira, afirmou: “Não aceitaremos retirada de direitos. Vamos defender a minuta aprovada pelos bancários e bancárias, por aumento real, valorização nos pisos, tíquetes, PLR e criação de um piso para os trabalhadores de TI”.
Reivindicações e Mobilização
A paralisação foi anunciada pela Contraf e pelos sindicatos estaduais, com o objetivo de pressionar os bancos por mudanças nas propostas. As reivindicações dos bancários incluem aumento real dos salários, valorização da Participação nos Lucros e Resultados (PLR), e a recomposição dos vales-refeição e alimentação.
Além disso, os trabalhadores buscam a manutenção de empregos, mais contratações e o combate a metas abusivas e assédio algorítmico. A criação de um piso salarial específico para profissionais de Tecnologia da Informação (TI) também é uma das prioridades. Neiva Ribeiro, presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, destacou a insatisfação da categoria com a proposta da Fenaban e lembrou o lucro de mais de R$ 124 bilhões do setor em 2025.
Expectativas para o Futuro
A mobilização está sendo intensificada, com a expectativa de que a paralisação do dia 20 sirva como um forte recado para os bancos. A Contraf reafirma que não aceitará propostas sem avanços concretos em temas essenciais, como o reajuste salarial e a valorização da PLR.
Opinião
A paralisação dos bancários é um reflexo da insatisfação com as propostas da Fenaban, e mostra a necessidade de um diálogo mais efetivo entre as partes para garantir direitos e melhorias nas condições de trabalho.





