Pablo Marçal, empresário e candidato à Presidência pelo PRTB, declarou um patrimônio de R$ 7,4 bilhões ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mas alegou que se tratou de um erro de digitação. Ele já protocolou um pedido de correção dos dados à Justiça Eleitoral.
A declaração foi realizada no dia 15 de agosto de 2026, último dia do prazo para registro de candidaturas. Contudo, Marçal não especificou qual seria o valor correto de seu patrimônio.
Condenações e Inelegibilidade
Atualmente, Marçal enfrenta condenações que resultaram em sua inelegibilidade até 2032, devido a questões relacionadas à sua campanha para a prefeitura de São Paulo em 2024. A declaração de patrimônio, caso confirmada, o colocaria como o candidato mais rico nas eleições de 2026.
Em 2024, ele havia declarado um patrimônio de R$ 169,5 milhões, o que levanta questionamentos sobre a discrepância nos valores.
Proposta de Mudanças no TSE
Em uma entrevista, Pablo Marçal sugeriu que o TSE deveria permitir a importação direta dos dados do Imposto de Renda para evitar erros de digitação, afirmando que uma consulta a uma inteligência artificial poderia facilmente identificar as falhas nas declarações.
Renda Fixa e Imóveis
O patrimônio declarado por Marçal é composto majoritariamente por R$ 6,8 bilhões em renda fixa, além de R$ 490 milhões em terrenos e imóveis. Também foram listados R$ 111 milhões em participações societárias e R$ 4,6 milhões em fundos de investimento imobiliário.
Análise do TSE
O TSE agora irá analisar o registro da candidatura de Pablo Marçal e decidir se ele poderá efetivamente disputar a eleição. Apesar das condenações, ele mantém sua condição de candidato até que uma decisão final seja tomada.
Opinião
A situação de Pablo Marçal levanta importantes questões sobre a transparência e a precisão das declarações de bens de candidatos, além de destacar a necessidade de um sistema eleitoral mais eficiente.





