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Amazon expõe operação secreta que compra e destrói livros raros para IA

Amazon expõe operação secreta que compra e destrói livros raros para IA

Uma investigação publicada pela 404 Media revelou que a Amazon mantém uma operação secreta de compra de grandes quantidades de livros raros e antigos. Esses exemplares são utilizados para obter dados destinados ao treinamento de inteligência artificial.

Os livros são enviados para uma instalação da empresa em Las Vegas, onde passam por um processo de digitalização e, posteriormente, são destruídos. A descoberta se deu quando um livreiro colocou um AirTag escondido em um livro raro vendido em um pedido de grande volume, rastreando o pacote até o armazém VGT3, vinculado às operações de treinamento de IA da Amazon.

Processo de Digitalização e Destruição

Funcionários da instalação em Las Vegas se encarregam de separar as páginas e lombadas dos livros para facilitar a digitalização. Segundo a investigação, a operação busca principalmente livros antigos identificados por códigos ISBN. Embora muitos desses livros tenham pouco valor comercial, eles podem conter conteúdos raros e valiosos para o desenvolvimento de modelos de IA.

Com acesso a obras que não estão disponíveis em grandes bases digitais, a Amazon poderia criar um conjunto de dados exclusivo para treinar seus modelos. A investigação também indica que empresas de IA costumam usar serviços intermediários para ocultar sua identidade como compradoras, evitando negociações diretas com livreiros e reduzindo a necessidade de explicar o destino final das obras adquiridas.

Falta de Livros e Repercussões

Relatos de funcionários em fóruns online indicam que a unidade enfrentou uma falta de livros para digitalização no início de 2026, levantando dúvidas sobre a continuidade da operação. No entanto, o armazém continuou ativo, recebendo novos lotes de livros. O logotipo da equipe, que apresenta um Tyrannosaurus rex prestes a devorar um livro, ganhou um significado controverso diante das alegações de destruição dos exemplares.

A Amazon não comentou sobre as acusações relacionadas à instalação em Las Vegas, ao processo de digitalização ou à destruição dos livros. Em resposta a veículos de imprensa, a empresa afirmou apenas: “A Amazon compra livros por meio de canais comerciais para ajudar a desenvolver e melhorar os produtos e serviços que nossos clientes utilizam.”

Opinião

O caso levanta questões éticas sobre o uso de livros raros para treinamento de IA, destacando a tensão entre inovação tecnológica e preservação cultural.