As ações da Casas Bahia despencaram até 30% na abertura do mercado em 17 de agosto de 2026, após a varejista protocolar um pedido de recuperação judicial no dia anterior, 16 de agosto de 2026. Essa queda acentuou uma trajetória negativa que já vinha pressionando a companhia, com os papéis sendo negociados a R$ 0,43.
Desde o início de 2026, as ações acumulam uma queda próxima de 85% e não fazem mais parte da carteira do Ibovespa. O pedido de recuperação judicial foi motivado pela divulgação de resultados que mostraram uma forte deterioração financeira da empresa, com um prejuízo de R$ 10,1 bilhões no segundo trimestre de 2026, em comparação a R$ 555 milhões registrados no mesmo período do ano anterior.
Fechamento de Lojas e Mudanças na Administração
A situação crítica levou a Casas Bahia a buscar uma recuperação extrajudicial em abril de 2024, envolvendo dívidas de R$ 4,1 bilhões. O plano foi homologado dois meses depois pelo Juízo da 1ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo. Agora, a empresa confirma o fechamento de 298 lojas como parte do processo de recuperação.
As mudanças na administração ocorreram simultaneamente ao pedido de recuperação judicial. O diretor jurídico e tributário, Fábio Eduardo de Pieri Spina, renunciou ao cargo, assim como outros dois integrantes do conselho de administração. Fábio Spina, que ocupava a posição desde 2024, foi substituído por Sírley Fabiann Cordeiro de Lima, ex-Heineken, que assumirá como diretora vice-presidente jurídica e tributária.
Opinião
A situação da Casas Bahia reflete os desafios enfrentados pelo varejo brasileiro, e as mudanças na administração podem ser um passo crucial para a recuperação da empresa.





