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Tifanny critica nova regra da CBV que veta trans no vôlei e gera polêmica

Tifanny critica nova regra da CBV que veta trans no vôlei e gera polêmica

A oposta Tifanny, de 41 anos, que defende a equipe do Osasco São Cristóvão Saúde, se manifestou sobre a nova política de elegibilidade da Confederação Brasileira de Voleibol (CBV). A regra restringe a participação nas competições femininas a atletas designadas como sexo biológico feminino ao nascer. Tifanny, a primeira transgênero a atuar na Superliga, considera essa mudança um ‘enorme retrocesso’.

O pronunciamento de Tifanny ocorreu após a estreia do Osasco no Campeonato Paulista em 15 de outubro, onde a equipe perdeu para o Pinheiros por 3 sets a 2. Apesar de ter marcado 19 pontos e sido festejada pela torcida, a derrota foi um duro golpe. A nova regra da CBV foi anunciada um dia antes, em 14 de outubro, e inclui critérios como a exigência de teste genético para o gene SRY.

Tifanny expressou sua indignação, afirmando que a CBV está ‘tirando tudo o que eu tenho, que é o amor pelo voleibol e a profissão que eu venho exercendo todos esses anos’. Ela ressaltou que a nova política não afeta apenas a sua carreira, mas também o seu clube, a torcida e todos que se inspiram nela. ‘É um enorme retrocesso na luta pelo reconhecimento e pela inclusão’, declarou.

Desde 2017, Tifanny vem atuando no vôlei feminino e foi campeã da Superliga em 2025, tornando-se a primeira atleta trans a conquistar o principal torneio do país na modalidade. Em seu pronunciamento, ela afirmou que não se calará e tomará todas as medidas possíveis para garantir seus direitos e a visibilidade das pessoas trans no esporte.

A participação de Tifanny na partida contra o Pinheiros ocorreu sob a supervisão da Federação Paulista de Volleyball (FPV), que decidiu seguir o regulamento vigente desde o início do torneio. A FPV informou que ‘eventuais medidas’ serão tomadas para as próximas competições após análise das áreas jurídica e de saúde.

A nova política da CBV visa estar em conformidade com regras do Comitê Olímpico Internacional (COI) e da Federação Internacional de Voleibol (FIVB). Anteriormente, mulheres trans podiam atuar desde que seus níveis de testosterona estivessem abaixo de um limite estabelecido, mas a nova determinação será válida já para as edições deste ano da Superliga e outras competições.

Opinião

A situação de Tifanny traz à tona questões importantes sobre inclusão e direitos no esporte, refletindo um debate necessário sobre a diversidade e a aceitação no mundo do vôlei.