Economia

Anvisa proíbe produtos da Milagroso Ervas e apreende itens sem registro

Anvisa proíbe produtos da Milagroso Ervas e apreende itens sem registro

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) tomou uma decisão impactante ao determinar a apreensão de quatro produtos da Milagroso Ervas, localizada em Campina Grande (PB), que utilizam o nome Mounjaro. Essa proibição se deve à falta de registro dos itens, que fazem referência à tirzepatida, medicamento para o tratamento do diabetes tipo 2 e controle do peso.

A decisão, publicada em 14/08/2026, foi anunciada pela gerente-geral da Inspeção e Fiscalização Sanitária, Renata de Lima Soares. Os produtos apreendidos incluem as chamadas ‘pílulas da felicidade’, que têm sido promovidas pela empresa desde 2021, alcançando mais de 10 mil clientes.

O nome Mounjaro é registrado pela farmacêutica Lily Brasil, uma subsidiária da Eli Lilly and Company. A tirzepatida age sobre os receptores dos hormônios GIP e GLP-1, promovendo a saciedade, enquanto a semaglutida, princípio ativo do Ozempic, atua apenas sobre o receptor de GLP-1. Ambos os medicamentos requerem prescrição médica e estão em meio a um aumento de falsificações que têm gerado preocupação em todo o país.

As redes sociais da Milagroso Ervas mostram uma ativa promoção de seus produtos, com postagens que incluem fotos de antes e depois de supostos clientes e detalhes sobre envios, incluindo um para Portugal. Em uma publicação de março de 2024, a empresa mencionou que seus produtos estavam ‘aprovados pela Anvisa’. No entanto, a recente decisão da agência contrasta com essas alegações.

Opinião

A decisão da Anvisa destaca a importância da regulamentação no setor de saúde e bem-estar, especialmente em um mercado repleto de produtos questionáveis.