O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, fez declarações em defesa de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, em meio a uma série de investigações da Polícia Federal. Em entrevista ao Poder360, Marinho minimizou as acusações e fez uma comparação com o caso do ex-prefeito de Santo André, Celso Daniel, que foi assassinado em janeiro de 2002.
Marinho destacou que, nas eleições, figuras como Lulinha frequentemente voltam ao debate político, mesmo após investigações que não encontraram irregularidades. Ele afirmou: “É impressionante: em todas as eleições, algumas figuras voltam à cena. Depois de ter virado de ponta-cabeça, chacoalhado, ‘torturado’ e não encontrar nada. É o caso do Fábio.” O caso de Celso Daniel, que envolveu suspeitas sobre o entorno político de Lula, também foi mencionado, reforçando a ideia de que acusações ressurgem em períodos eleitorais.
Investigações sobre Lulinha
Atualmente, Lulinha é alvo de três inquéritos da Polícia Federal que investigam suspeitas de tráfico de influência no Palácio do Planalto. Ele também é citado em investigações relacionadas a fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Um ex-funcionário do INSS afirmou que um lobista pagava uma mesada de R$ 300 mil a Lulinha, embora a PF não tenha encontrado repasses diretos para ele, mas sim pagamentos para a empresária Roberta Luchsinger, amiga do filho de Lula.
Em março, a CPI do INSS rejeitou o indiciamento de Lulinha e de outras 215 pessoas, o que foi um alívio para o filho do presidente. Marinho enfatizou que, se for comprovada alguma responsabilidade, Lulinha deverá responder pelos fatos. “O povo brasileiro conhece o presidente Lula e sabe dos seus valores, como ele trabalha e como ele lida com isso. Ele já disse que, se o filho deve, tem que responder. Ponto”, afirmou o ministro.
Caso Marcola
O ministro também comentou sobre Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, que deixou a chefia de gabinete de Lula em julho e, em agosto, saiu da coordenação da campanha do presidente. Marcola recebeu R$ 249 mil de Roberta Luchsinger, o que gerou controvérsia. Marinho declarou que o caso está encerrado do ponto de vista da campanha presidencial, e que Marcola deverá apresentar explicações aos órgãos de controle sobre os pagamentos recebidos.
Opinião
As declarações de Luiz Marinho refletem a tentativa do governo de desviar a atenção das investigações e reafirmar a inocência de Lulinha, em um cenário político marcado por tensões e suspeitas.





