Após ter o sonho de atuar na Copa do Mundo de 2026 frustrado, o árbitro somali Omar Artan, de 34 anos, foi convidado pela Uefa para apitar a final da Supercopa entre Paris Saint-Germain e Aston Villa, marcada para o dia 12 de outubro. Artan, que estava entre os árbitros selecionados pela Fifa para o torneio, não conseguiu entrar nos Estados Unidos em junho, o que gerou grande repercussão.
A recusa de entrada foi justificada pelo Departamento de Estado dos EUA, que alegou que o árbitro estava “ligado a indivíduos suspeitos de pertencer a organizações terroristas”, tornando-o inelegível para entrar no país. Artan nega essas acusações, que provocaram indignação na Somália, onde ele foi recebido como herói ao retornar.
O presidente da Fifa, Gianni Infantino, comentou sobre o ocorrido, afirmando que “o que aconteceu com ele é lamentável, mas não controlamos tudo”. Em resposta a essa situação, a Uefa decidiu convidar Artan para apitar a Supercopa, destacando seu esforço e dedicação ao longo dos anos. “Tive sorte, mas trabalhei muito para chegar aqui e estou realmente orgulhoso”, declarou o árbitro à Uefa.
Um gesto político
Além de apitar a final, Omar Artan se tornará o primeiro árbitro somali a atuar na Copa Africana de Nações, em 2024. A decisão da Uefa de convidá-lo para a Supercopa é vista como um gesto político, especialmente após o recente conflito com a Fifa sobre a abertura da entidade a investidores privados. A Uefa anunciou um boicote aos torneios da Fifa em resposta a essa proposta, o que torna a escolha de Artan ainda mais significativa.
Opinião
A exclusão de Omar Artan da Copa do Mundo levanta questões sobre a justiça e a transparência nos critérios de seleção de árbitros, além de destacar a importância do apoio da comunidade esportiva em momentos de crise.





